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Krakatoa, de Veronica Stigger

Eu gosto muito de livro deslineado (também gosto muito de inventar palavras rs). Aquele tipo de livro que não é reto. Que quebra, descontinua, desconforta, muda a voz narrativa, não termina a história do personagem que começou. Ou termina, mas não da forma como fomos ensinadas a entender um terminar dentro de um livro.


Tem uma linha muito sutil que atravessa Krakatoa e que é difícil colocar em palavras: uma ópera, bem dito, o livro de Veronica é uma ópera - e se lê melhor com o sentir.


Um livro sobre a morte, um livro sobre a vida.

Dividido em duas grandes partes, a primeira é uma literatura-canto-prece-pensamento-voz da Terra. Os sons do vulcão. Um mundo em pós-catástrofe narrado a partir da visão da Terra em seus diferentes elementos: da água, do carvão, do gelo, do fogo. A segunda parte é uma mistura de história pessoal de Veronica (e sua relação com os vulcões), com trechos de jornais, muito bem selecionados, sobre a explosão do krakatoa e seus efeitos, vidas levadas, rastros deixados, atravessamentos no mundo.


No início de 2025 uma meta que me coloquei foi de ler mais livros de mulheres escritoras vivas. Krakatoa, de Veronica Stigger, foi o último livro do ano <3 Veronica, você está viva - achei por bem te dizer.


Ficha técnica:

Livro: Krakatoa

Escritora: Veronica Stigger

Editora Todavia, 2024

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